Bananal - cidade viva
O desenvolvimento do café na região ocorreu por diversos motivos. Um dos aspectos destacados era o clima, que favorecia o plantio do café, com a temporada de chuva bem definida, além da localização privilegiada, pois ela está situada próxima à divisa do Rio de Janeiro com São Paulo, um dos principais pontos da economia brasileira.
No entanto, tudo que tem seu apogeu tem sua crise, e ela veio a partir da abolição da escravatura em 1888. Com o fim da escravidão aumentou o gasto com a mão-de-obra. Além disso, um ano depois, foi proclamada a República, e isso prejudicou a economia da cidade. O solo, antes muito fértil, já não era mais o mesmo pois, com a instalação da ferrovia, grande parte da Mata Atlântica foi desmatada, empobrecendo o solo. Outro motivo relevante é o uso da monocultura que foi feita ali, porque um dos grandes problemas desse processo de plantio é a retirada excessiva dos nutrientes do solo com o conseqüente aumento da erosão. Estes danos foram irreversíveis, por conta disto a área foi transformada em um improdutivo “pasto”.
Hoje em dia, Bananal não é nem resquício da lembrança dos bons tempos do passado, sua principal atividade econômica é o turismo, com uma profusão de hotéis fazendas e pousadas, aproveitando a beleza da região, sua história e o artesanato.
Por conta desta nostalgia, Bananal é considerada uma cidade morta por alguns de seus moradores, mas por outros é tida como viva e pulsante.
Carlos Alexandre, Carlos Henrique, Guillermo eLeonardo Baliza - 2ªA
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