quinta-feira, 12 de junho de 2008

Verdades e mentiras

Ao contrário da manhã anterior, desta vez o galo foi quem nos despertou. Por volta das 7 horas já estávamos todos no ônibus e prontos para tirar um cochilo; mais uma hora de viagem estaria por vir. Embora a paisagem fosse sempre igual, sabíamos que o “inferno” nos aguardava (sim, o grupo do dia anterior já havia nos avisado sobre o fato).
Chegamos à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda. Logo recebemos nossas devidas munições (capacete, óculos e protetor auricular), bem como rigorosas instruções. A primeira parada foi no processo de coqueria, em seguida no ferro gusa, aciaria e laminação. Respirávamos o perfumado enxofre que pairava pelo ar e o calor era cada vez mais intenso; que vidas saudáveis devem ter aqueles operários!



Puro ufanismo; diferentemente do discurso oficial da instituição, uma série de fatos nos fizeram pensar a respeito. As condições de trabalhos não nos pareceram tão boas, pulmões são impregnados diuturnamente por uma grande quantidade de fumaça multicolorida; os corpos cansados pelo trabalho exaustivo ganham apenas vinte minutos de descanso a cada duas horas; e o baixo salário não é proporcional ao mérito.




Relatos de ex-funcionários e funcionários nos deixaram com a pulga atrás da orelha, o desemprego e a insatisfação da população era evidente a cada entrevista realizada. Segundo Lucimara (50) comerciante e ex-funcionária da Siderúrgica, após a privatização, de 23 mil trabalhadores a CSN passou a ter 8 mil, dos quais muitos são terceirizados. Isso fez com que muitas pessoas, principalmente jovens, abandonassem a cidade.


Bananal, 12 de Junho de 2008.

Flávia Vigna, Stéfany Gravallos, Renata Filippos, Gabriela Mantellato - 2ªA

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CSN

CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) na cidade de Volta Redonda-RJ. Por medidas de segurança, a Usina impõe algumas regras: o uso de capacete, sapato fechado de couro e óculos em todos os setores da fábrica e, em algumas áreas, um protetor auricular.
Antes de visitarmos as unidades programadas, assistimos a um vídeo sobre a história da companhia, seu processo de privatização, os impactos ambientais envolvidos e seu papel econômico no país.
A primeira unidade visitada foi a Coqueria, onde ocorre a transformação do carvão mineral em coque através de sua destilação.

Em outra etapa, vimos o funcionamento do Alto forno, estrutura de 110 metros, responsável pela fusão do minério de ferro com o coque.

Chegamos a Aciaria, onde ocorre a produção do aço propriamente dito. A parte mais impressionante da visita foi durante esse processo, onde uma espécie de “caldeirão” a 1600º C entorna seu conteúdo (aço líquido) que a partir daí é transformado em lingotes.



Os lingotes são transferidos para esteiras rolantes, dando início a chamada “corrida do aço”. Através de compressão, esses lingotes se transformam em chapas de aço de até 0,15 mm. A fase final do processo é a transformação das chapas em bobinas, prontas para serem entregues aos clientes.

Bananal, 11 de junho de 2008.
Carolina Garcia, Josefina Castillo, Luciana Bauer, Marcela Gentil - 2ªB

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